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Pandemia indica foco no Orçamento Base Zero (OBZ)

Dia-a-dia da economia

28 setembro 2020 - 06h00Por Reinaldo Cafeo
Pandemia indica foco no Orçamento Base Zero (OBZ)


A pandemia do novo coronavírus colocou por terra todo planejamento das organizações e em especial sua estrutura de receitas e despesas. O momento ideal para pensar no planejamento do ano que vem é agora.

O chamado Orçamento Base Zero é um método de projeção de receitas, custos e resultados que teve origem nos Estados Unidos em 1969, tendo como fundamento não levar em consideração o que ocorreu nos anos anteriores, ou seja, parte do “zero” para projetar os resultados futuros.

Utilizando esta forma de projetar o que ocorrerá com a organização no futuro, cada item que compõe o orçamento é analisado e projetado olhando para frente. O que normalmente ocorre é que a as organizações reproduzem o ocorrido no passado. Alguns orçamentos são simplesmente inflacionados, ou seja, sofrem correção pela inflação. No OBZ os resultados futuros é que interessam. Todos passam a perseguir um valor novo, sem vícios, sem considerar um histórico que pode não ser mais a realidade das receitas e custos. A ideia é não projetar imperfeições.

Na projeção de venda, por exemplo, do que valem os “chutes” como “vamos crescer 20% sobre este ano”. Baseado em que este patamar de crescimento? A projeção de vendas tem que levar em conta o mercado, os indicadores econômicos, as estratégias de marketing, fazendo com as vendas projetadas reflitam a realidade da empresa. Isso deve ser definido em bases sólidas, reais, com a participação de toda equipe de venda. Evidentemente que as projeções devem ser desafiadoras, mas não podem ser fora da realidade.

As despesas devem seguir esta mesma linha. Qual o valor que a empresa está disposta e factível gastar para atingir as metas de vendas? Com o valor total projetado, é hora de precificar linha a linha do orçamento. Neste mesmo contexto será definido o contingente de pessoas necessárias para tocar o empreendimento. Aluguel, energia, pessoal, despesas com material de expediente, despesas de viagem, entre outros, são analisados um a um, sempre considerando os objetivos definidos. O uso de tecnologia é outro fator determinante para os objetivos sejam alcançados.

Também é possível simular os vários regimes tributários optando por aquele é que mais econômico e adequado para o nível de faturamento e custos da organização. Os fornecedores devem ser avaliados e os custos de insumos devem ser os mais competitivos possíveis.

No tocante ao lucro projetado este deve estar alinhado com a realidade de mercado. Margens elevadas, que eram realidade no passado, perderam espaço e dependendo do mercado em que a organização atua, o volume de vendas é que será determinante.

Enfim, o passado não deve ser reproduzido para o futuro e as organizações precisam se dar conta que um novo modelo de gestão está em curso e que vícios orçamentários não devem ser parâmetros para projetar os resultados ali na frente.

A pandemia trouxe várias lições para o mundo corporativo e a necessidade realizar o Orçamento Base Zero é uma delas. Mãos a obra.