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Coluna

Coisas mais sustentáveis para aprender antes de 2030...

Às vezes não se sabe que caminho trilhar para pôr em prática a sustentabilidade no dia a dia, um dos meios é entender os ODS, que este artigo discorre a respeito

31 outubro 2020 - 07h00

Ao dar continuidade à diferenciação entre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, do artigo “Bem-Vindos a um Estilo de Vida Sustentável”, dá margem a todes seguir ao próximo nível de aprendizado em relação a que caminho trilhar para atingir este tão sonhado estilo de vida.

Interessante destacar que a Organização das Nações Unidas desenvolveu um plano com a finalidade de direcionar não só aos cidadãos, como outros atores com papéis e responsabilidades, de como implementar estratégias para um desenvolvimento mais sustentável. Esta agenda contém táticas sustentáveis disruptivas quanto ao modelo de sistema atual, no qual representantes governamentais, autoridades locais, sociedade civil dentre outros conseguem cocriar inovações sustentáveis.

Desde 1992, com a Agenda 21, a ONU lidera a criação de modelos estratégicos com objetivos, metas e indicadores a serem incluídos nos Planos de Governos das nações signatárias. Lembrando que se trata de 193 Estados Membro, que ratificaram à aderência aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – ODM em 2008 e, os quais em 2015 passaram por uma reestruturação e transformaram-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS.

O interessante é que a missão permaneceu a mesma dos ODMs, ou seja, um chamado universal para o cumprimento de uma agenda de ação contra a fome, pobreza e degradação ambiental.

Observa-se a imagem acima que os objetivos são:
1.Erradicação da pobreza: Acabar com a pobreza em todas as suas formas lugares.
2.Fome zero: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.
3.Boa saúde e bem-estar: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todes, em todas as idades.
4.Educação de qualidade: Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida.
5.Igualdade de Gênero: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
6.Água limpa e saneamento: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todes.
7.Energia acessível e limpa: Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia.
8.Emprego digno e crescimento econômico: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno, produtivo e decente para todes.
9.Indústria, inovação e infraestrutura: Construir infraestruturas resilientes, promover industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
10.Redução das desigualdades: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.
11.Cidades e comunidades sustentáveis: Tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
12.Consumo e produção responsável: Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.
13.Ação contra a mudança global do clima: Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e os seus impactos.
14.Vida na água: Conservar e usar sustentavelmente os oceanos e os recursos marinhos.
15.Vida terrestre: Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra, e deter a perda da biodiversidade.
16.Paz, justiça e instituições eficazes: Promover sociedades pacíficas e inclusivas, proporcionar o acesso à justiça para todes e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
17.Parcerias e meios de implementação: Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Importante ressaltar que há apenas (ou ainda) 10 anos para cumprimento desta Agenda, sendo esta a década final do prazo, estes dez anos restantes convoca à ação. 

Para alcançar esta sociedade equitativa, de economia justa com um planeta não só preservado, mas também em processo de regeneração, será preciso compreender os caminhos possíveis, para que à frente encontre-se imagens de esperança e integração entre natureza e desenvolvimento da espécie humana, como mostrado na foto da capa deste artigo, que serve como uma miragem de esperança, pois há meios de se chegar lá!

Dany Mello Freire
Etnoengenheira, graduada em Engenharia Ambiental, especializada em Produção de Áudio Visual, mestranda em Ambiente, Saúde e Sustentabilidade, na FSP – USP e pesquisadora do NUPS.